O malandro do inicio do século XX é uma figura simbólica, sempre andava alinhado, as suas vestimentas eram caracterizados por ternos e sapatos brancos além do chapéu de palha, seu instrumento de intimidação é a navalha, e a sua linguagem tem um poder argumentativo que o leva a convencer as pessoas que acabam caindo em seus golpes. Outra característica importante do malandro que deve ser salientada é a jogatina, por exemplo, o jogo de cartas, roletas, tampinhas, sempre apostando e trapaceando, além da boemia, no qual trocava o dia pela noite, cantava sambas e bebia, ganhava a vida nas custas de golpes.

A figura do malandro faz parte do universo do samba, o sujeito avesso ao trabalho formal, muitos sambas cantam as proezas feitas pelos malandros como, por exemplo, Se você Jurar, lenço no pescoço, acertei no milhar, além de outros sucessos.
A década de 1930 tem um elemento político significante na historia do Brasil, o Estado Novo que foi instituído em 1937. Dentro dessa nova perspectiva política de governo o samba ganha importância no sentido de que com grande apreço popular o Estado necessitava utilizar desse gênero para exaltar a nova política vigente no caso a exaltação ao nacionalismo.
Nesse período então presenciamos a criação de muitos sambas que exaltavam a nação e ao trabalho compactuando com as idéias do governo em exaltar o nacionalismo, sambas como Canta Brasil, Aquarela do Brasil, Eu trabalhei, com características ufanistas indo de encontro com as políticas governamentais. Diversos sambistas que compunham sambas de malandro, em alusão a vida desregrada de boemia passam a compor sambas exaltando o trabalho, a nação, sendo a figura do malandro regenerado. Muitos desses sambistas não compactuavam com essa exaltação a nação, porém faziam esses sambas, pois eram remunerados pelas canções compostas.
Na década de 1950 o samba influenciado por outros ritmos passa por algumas transformações, mais não perde a sua essência, pois mesmo se ramificando não se para de produzir sambas falando sobre o cotidiano, do morro, de mulheres, de trabalho, pois todo esse processo é relacional e acontece ao mesmo tempo.
A ramificação em questão é a bossa nova, caracterizada por muitos como novo gênero ela carrega fortes elementos do samba, porém ela é hibridizada com elementos do jazz.
A partir desta consolidação o samba permeia o século XX, apresentando para o Brasil poetas e ícones como Donga, Sinhô, Ismael Silva, Noel Rosa, Geraldo Pereira, Cartola, João Nogueira, Zeca Pagodinho e muitos outros, além de grandes figuras de sambistas paulistas como Geraldo Filme, Adoniran Barbosa, Demônios da Garoa e Quinteto em Preto e Branco, Osvaldinho da Cuíca, além de outros. Dessa forma, este gênero musical se disseminou, atraiu e conquistou outras classes sociais, deixando o status da marginalidade no inicio do século XX, alçando o estrelato, construindo-se, inclusive, como expressão da brasilidade para o mundo.
Na década de 1960 e 1970 o samba aparece com importância no aspecto político social do país, na perspectiva de um mecanismo de luta social e cultural, evidenciando assim a tese de que o samba não é apenas um gênero musical, e sim um fato social e cultural.

As rodas de samba ocorriam nos subúrbios e morros cariocas e a partir daí surgem interpretes importantes como Beth Carvalho conhecida como Madrinha do samba, Clara Nunes interpretando canções ligadas às religiões afro-brasileiras, resgatando os elementos simbólicos da cultura negra, João Nogueira que teve diversas parcerias com Paulo César Pinheiro, além de Paulinho da Viola com a sua intima ligação com a Portela, hoje são nomes familiares no cotidiano da musica popular brasileira, pois se consagraram através da vivencia do samba.
Na década de 1970 surgi também uma turma na zona norte do Rio de Janeiro mais especificamente no bairro de Ramos subúrbio carioca, que posteriormente na década de 1980 veio a ser conhecido como pagode de fundo de Quintal, ou neo-pagode, principalmente pela inserção de um novo instrumento musical nas músicas, o banjo.
Dessa turma saíram nomes importantes que hoje fazem sucesso no mundo do samba como o Grupo Fundo de Quintal que desde o seu surgimento lançou diversos integrantes na carreira artística do samba, como Jorge Aragão, Arlindo Cruz, além de outros que não participaram como integrantes do grupo mais que surgiram artisticamente nesse período com o movimento do cacique de Ramos, como Zeca Pagodinho e Almir Guineto.

A partir desta consolidação o samba permeia o século XX, apresentando para o Brasil poetas e ícones como Donga, Sinhô, Ismael Silva, Noel Rosa, Geraldo Pereira, Cartola, João Nogueira, Zeca Pagodinho e muitos outros, além de grandes figuras de sambistas paulistas como Geraldo Filme, Adoniran Barbosa, Demônios da Garoa e Quinteto em Preto e Branco, Osvaldinho da Cuíca, além de outros. Dessa forma, este gênero musical se disseminou, atraiu e conquistou outras classes sociais, deixando o status da marginalidade.
LOVADINI, Mauricio. Elementos das Territorialidades do Samba em Londrina. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharel em Geografia). CCE – Universidade Estadual de Londrina, 2009.